A narrativa tradicional da história do pensamento costuma traçar uma linha divisória abrupta no século VI AEC. De um lado, a escuridão do mito e da superstição; do outro, a luz repentina da razão inaugurada por Tales de Mileto nas margens da Anatólia. Essa ruptura, embora artisticamente atraente, oculta uma realidade histórica muito mais rica, contínua e fascinante.


